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16/06/2023

Sentir fome toda hora depois da bariátrica pode ser sinal de alerta

Um dos objetivos principais da cirurgia bariátrica é reduzir a fome do paciente. Visto que isso o ajudará a comer menos e logo a perder peso. Um dos modos como a cirurgia alcança tal objetivo é reduzindo o tamanho do estômago, que reduz a fome tanto em nível mecânico quanto hormonal.

No entanto, devido a alterações na anatomia desse estômago no momento de reduzi-lo, a depender do tipo de refeição consumida pelo portador da cirurgia, pode acontecer um efeito contrário, onde o paciente apresente fome de maneira mais frequente ao longo do seu dia, especialmente passados alguns meses dela.

Tal situação pode ser um problema, visto que pode instigar no paciente o hábito de beliscar, o que pode desfavorecer a perda de peso. Assim, não basta apenas realizar a cirurgia bariátrica, para que seus efeitos de redução de apetite sejam mantidos em longo prazo, uma alimentação adequada deve acontecer.

Como fica o estômago após a cirurgia?

Após a cirurgia bariátrica do tipo Bypass Gástrico em Y-de-Roux, o método mais feito no Brasil, o estômago é reduzido a uma média de 50 ml. E ainda, o piloro, uma válvula que controla a saída dos alimentos do estômago rumo ao intestino, é retirada do caminho do alimento, deixando o estômago remanescente com uma característica de “sempre aberto”. Isso pode ocasionar um esvaziamento gástrico dos alimentos mais acelerado, especialmente na presença de alimentos líquidos e pastosos e/ou ricos em carboidratos.

Já após a Gastrectomia vertical, ou Sleeve, a segunda cirurgia mais feita no Brasil, o estômago remanescente fica maior que no Bypass, resultando em torno de 120 ml, e nela o piloro é mantido. No entanto, a curvatura maior do estômago é retirada, o que faz com que sua pressão interna se torne bastante aumentada, o que ocasiona também um esvaziamento gástrico dos alimentos mais acelerados.

O que leva a esse aumento de fome após a bariátrica?

Essa saída mais rápida dos alimentos do estômago associada com um menor volume alimentar consumido por vez (devido ao tamanho reduzido do estômago), pode acabar contribuindo para uma frequência maior de fome após a cirurgia.

Esse quadro se torna especialmente verdade quando se trata de refeições na forma líquida ou pastosa e/ou ricas em carboidratos, com pouca ou nenhuma proteína junto, caracterizando uma refeição que já possui naturalmente uma característica de esvaziamento gástrico mais rápido.

O que fazer e comer para não sentir muita fome?

Visto que a causa da fome frequente é a saída mais rápida dos alimentos no estômago, uma das estratégias mais eficazes para redução desse acontecimento é o consumo de alimentos que naturalmente demoram mais tempo para deixar o estômago.

Esse é o caso dos alimentos fonte de proteína, como carnes, frango, peixe, ovos, queijos e outros. As proteínas possuem grande parte do seu processo digestivo acontecendo no estômago, dessa maneira, é natural que permaneçam mais tempo por lá, dando ao paciente uma sensação de saciedade mais prolongada.

Logo, melhorar o consumo de fontes de proteína em todas as refeições é uma excelente estratégia para reduzir a frequência de fome após a bariátrica.

Fome Psicológica vs Fisiológica

Ainda, apesar das explicações fisiológicas para o aumento da fome depois da cirurgia bariátrica, questões psicológicas como ansiedade e tristeza podem levar o paciente a sentir a chamada fome emocional. Ou seja, uma necessidade pela comida que busca amenizar sentimentos indesejáveis.

Saber diferenciar a fome física da emocional é fundamental para entender o problema e resolver a situação da maneira correta. Exemplo, a fome física geralmente não tem predileção por algum tipo de alimento específico, já a fome emocional específica o alimento necessário a matá-la. É a famosa “fome de doce/pizza/hamburguer”  ou de qualquer alimento que tenha algum laço afetivo com a pessoa. Ainda, a fome emocional costuma aparecer após momentos de maior ansiedade e stress, ao passo que a fome física costuma aparecer em momentos onde a última ingestão alimentar já aconteceu há algum tempo.

São inúmeras as possíveis diferenças entre ambas, no entanto, caso desconfie da existência de um comer emocional na vida do paciente bariátrico, o ideal é procurar auxílio psicológico profissional.

Conclusão

Uma das maneiras que a cirurgia bariátrica leva a perda de peso é a redução da fome via redução do volume estomacal. No entanto, devido a outras alterações anatômicas na hora de reduzir esse órgão, esse objetivo pode vir a falhar, caso o paciente invista em refeições com predisposição aumentada a um esvaziamento gástrico mais rápido. 

Consumir alimentos com maior teor proteico e fibroso ajudarão a atrasar esse esvaziamento, garantindo uma saciedade mais prolongada e menor ocorrência de fome ao longo do dia. 

Ainda, deve-se avaliar se esse aumento de fome não possui cunho psicológico e assim buscar a ajuda adequada caso o identifique. 

Ter isso em mente é de extrema importância, visto que um aumento na fome pode prejudicar a tão desejada perda de peso após a cirurgia. O que nos leva a concluir mais uma vez que a cirurgia em si não pode ser vista como fim, e sim como meio, ferramenta que precisa ser bem usada, para conseguir combater adequadamente a obesidade.